Segunda-feira, Agosto 03, 2009
Muda a posição dos jornalistas e imprensa em geral sobre o cenário político brasileiro?
Míriam Leitão DIZ:
"O Sarney é sim problema do Presidente Lula"
Mudança no tom do discurso de Lula foi mais radical. O presidente Lula tem mudado diariamente o que diz sobre o caso do presidente do Senado. Tempos atrás, disse que o senador José Sarney não é uma pessoa comum. Como se houvesse na democracia espaço para a ideia de cidadãos de primeira e segunda classe.
Depois, criticou a imprensa e disse que era preciso respeitar a biografia de Sarney. Depois, disse que uma coisa é matar e roubar, outra é nomear parente. Agora tenta, diante da opinião pública, se afastar de Sarney. Em outros casos em que aliados estavam em crise, Lula primeiro apoiou, depois disse que não era problema dele.
É problema dele. Lula tem mandado, desde o começo da crise, que toda a base política do governo apóie Sarney e faz isso porque está de olho em 2010. O presidente quer montar
palanques com o PMDB em todos os estados para a candidatura do governo.
Essa estratégia está provocando problemas até no PT, porque algumas candidaturas petistas nos estados estão sendo prejudicadas. É possível que agora o presidente Lula mantenha duas atitudes: em público, vai se distanciar de Sarney, nos bastidores tentará continuando apoiar o presidente do Senado.
Brasil precisa mudar de atitude
A decisão de desligar termoelétricas movidas a diesel é ótima, porque reduz emissões de gás de efeito estufa. Mas a medida do governo talvez não seja a melhor solução. O mundo tenta viabilizar energias alternativas, como eólica e solar.
Existe também uma pressão dos empresários pela redução das emissões de gás, o que é ótimo. O Brasil está mudando. O governo ainda não mudou. Os empresários querem que, na reunião de Copenhague, o mais importante encontro recente sobre o clima, o Brasil mude de atitude.
Antes, o Brasil dizia que não queria metas para redução de emissões. Mas as grandes empresas querem que o governo aceite metas.
Esse tipo de pressão funciona, como vemos com a campanha recente para que a carne não venha de áreas de desmatamento. Já tivemos também pressão para que a soja não seja produzida em áreas de desmatamento.
Sábado, Agosto 01, 2009
IMPRENSA SOB CENSURA 1 – ACABOU, SARNEY! TÍTULO DO POST DO REINALDO!
Gente, "pelamor". Será que vou ter que ficar discordando dos meus amigos, jornalistas? SARNEY ACABOU? É certo que o contexto não afina com o título quanto ao fim dessa máfia ordinária que habita a política nacional. Mas vamos à opinião sempre importante do Rei, jornalísta que ainda se destaca eticamente no meio de uma imprensa tão hebívora.
IMPRENSA SOB CENSURA 1 – ACABOU, SARNEY! É O FIM DA LINHA!
sábado, 1 de agosto de 2009 | 4:39
O desembargador Dácio Vieira é o primeiro à esquerda na foto; na ponta direita, está o senador Renan Calheiros. A seu lado, o notório Agaciel Maia, que sorri ao lado de Sarney. Estão acompanhados de Ângela, mulher de Dácio, e Sânzia, mulher de Agaciel. O que eles fazem ali? Estamos no dia 10 de junho, na festa de casamento de uma filha de Agaciel, que — ATENÇÃO! — já havia sido afastado do Senado justamente por causa dos atos secretos. Sarney foi padrinho. É aquela festa em que se tocou a música-tema de O Poderoso Chefão.
Acabou! É o fim da linha para o senador José Sarney (PMDB-AP). E esse fim não poderia ser mais melancólico. Apelar à censura prévia à imprensa (ver post abaixo), a exemplo dos melhores tempos da ditadura, foi a única forma que encontrou para tentar “esfriar” o noticiário. Mas não esfria. Aquece-o com a desonra. Defendi, como sabem, desde o primeiro momento, que ele renunciasse à presidência do Senado. Agora, creio que deveria renunciar ao mandato, retirando-se para a sua ilha particular no Maranhão, onde poderá se dedicar à meditação e às suas memórias.
Quis o destino que um dos homens do antigo regime, que rompeu com a ditadura militar para fazer a transição democrática, voltasse ao começo. Sarney não pode mudar o seu passado; o Estadão não pode deixar de noticiar o que sabe. Restou ao senador, por meio de um dos filhos, acordar aquele coração de velho prócer da ditadura e apelar à censura à imprensa.
O desembargador, como vocês podem ler abaixo, alegou que o processo está sob sigilo de Justiça, e, pois, a imprensa nada pode noticiar a respeito. Não? Escrevi anteontem aqui, vocês devem se lembrar, um post chamado A IMPRENSA E O SIGILO - NOTAS DE DEONTOLOGIA. Entre outras coisas, escrevi ali (em azul):
Eu sou contrário a qualquer limite à publicação de material apurado pela imprensa que conste de processos em andamento. As razões são simples, e os argumentos dos que querem criar empecilhos à publicação são simplórios. Se um jornalista fica sabendo de informações de um processo que estão sob sigilo de Justiça, isso quer dizer que elas já vazaram. Se ele sabe, outros também saberão. E não lhe compete se tornar uma espécie de guardião de um segredo. O PAPEL DE UM JORNALISTA É PUBLICAR O QUE SABE, NÃO ESCONDER. É claro que me refiro a processos que digam respeito a questões de “interesse público”. Não é ao jornalista que cabe guardar o sigilo. Se, antes dele, houve uma cadeia de autoridades e/ou advogados que não souberam fazê-lo, todos eles passíveis de punição segundo a lei ou um código de ética, que o Estado se encarregue de fazer valer o que está escrito. - A lei garante ao jornalista o sigilo da fonte. - A ética de um jornalista compreende, entre outras coisas, publicar informações que sejam de interesse público.
Volto A Constituição protege um valor bem maior, que é a liberdade de imprensa e a liberdade de expressão, mormente quando se trata de matéria de interesse público. Uma neta que pede ao avô emprego para o namorado no Senado não se dedica a um ”diálogo íntimo”, a menos que o Parlamento brasileiro tenha sido privatizado pela família Sarney. Um filho que trata com o pai da mobilização de autoridades para tratar do canal de TV da família, do mesmo modo, não cuida de assunto particular. “Ah, mas tudo está sob segredo de Justiça”. Perfeito! Que aqueles que deveriam zelar pela sua guarda sejam responsabilizados caso se chegue a eles. Jornalista não tem nada com isso.
Que condição tem de presidir o Senado e o Poder Legislativo um político que concorre para violar um dos mais sagrados direitos assegurados pelas democracias? A imprensa que Sarney censura agora é a mesma que colaborou ativamente para a transição democrática, que o conduziu ao poder. A história até que tinha lhe reservado um bom lugar. Mas ele optou pela autodestruição. É o que dá se aconselhar com gente como Renan Calheiros (PMDB-AL), que continua a estimular a resistência.
Numa democracia, decisão da Justiça, como já escrevi aqui, se discute e se cumpre. E estou certo de que os advogados do Estadão serão bem-sucedidos em seu recurso. A menos que a Constituição brasileira tenha perdido validade.
Quanto ao desembargador Dácio Vieira, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (ver abaixo quem é ele), dizer o quê? Lamento o entendimento que ele tem de intimidade e de liberdade de imprensa. Lamento mais ainda saber que ele pretende que a imprensa, então, seja a guardiã do sigilo de Justiça, já que ninguém mais é. E olhem que critiquei com azedume o ministro Tarso Genro (Justiça) por ter dito, em tom conformado, que não há mais sigilo. É uma aberração! Das duas uma: ou bem, como autoridade, encaminha o debate para que a lei mude, ou bem estuda maneiras de fazer com que ele realmente valha.
Para tanto, não pode contar com os jornalistas. Jornalista não é juiz, não é promotor, não é policial etc. Não somos — os decentes ao menos — linha auxiliar do Estado.
E atenção! É claro que quando um jornal ou jornalistas são censurados, a ameaça recai sobre todos os profissionais. Já é um clichê, mas vá lá: os sinos — de alerta! — não dobram só por um veículo, mas por todos. Nesse caso, não se trata apenas de uma ameaça potencial: o problema é real. Os demais veículos também estão proibidos de reproduzir reportagens do Estadão ou dados colhidos nas suas apurações relativas ao caso. Optou-se pela censura ampla, geral e irrestrita.
Adeus, Sarney! Ainda que continuasse presidente do Senado, não presidiria mais nada! O terceiro mandato o devolveu, literalmente, à sua natureza primitiva.
PS: Caros, vocês sabem o que dá e o que não dá para publicar em comentários. Não me obriguem a cortar o que vocês escrevem, especialmente porque eu certamente saberei que vocês estão certos. Mas é preciso acertar também o tom, por maior que seja a nossa indignação. Ah, sim: uma das reportagens da VEJA desta semana, vejam abaixo, mostra o modo como o, digamos, Complexo Sarney de Comunicação noticia a crise para os maranhenses. Chegou a hora de proclamar a República…

O ocaso do Coronél está longe de terminar
Quinta-feira, Julho 30, 2009
Chávez quer evitar a julgamento em Haia
Miércoles, 29 de Julio de 2009 | ||
-Peña Esclusa responde a las denuncias de Isea- |
Quarta-feira, Julho 29, 2009
Esterilização Humana - O poder da posteridade
Todo dia, eu entro em um blog chamado Marginal Revolution, que é famoso por seus autores eruditos, Tyler Cowen e Alex Tabarrok, e seus inteligentes colaboradores. Na semana passada, um desses colaboradores fez uma pergunta fantástica, apesar de provocante: o que aconteceria se um evento solar maluco esterilizasse as pessoas na metade da Terra que estivesse sob a luz do sol?
Se você olhar por um lado individualista do mundo, imediatamente não aconteceria muita coisa. Há milhões de pessoas hoje que não se reproduzem e levam uma vida feliz, bem-sucedida e produtiva.
Mesmo após o evento, as condições materiais seriam as mesmas. As pessoas ainda teriam o incentivo de ir ao trabalho, pagar suas contas e educar os filhos que já tinha. Por 20 anos, ainda haveria trabalhadores fluindo na força de trabalho. Imigrantes de um lado da Terra, de vez em quando, surgiriam nas áreas com diminuição da população. Na verdade, a esterilização em massa reduziria a pressão sobre o meio-ambiente no planeta. Pessoas se concentrariam em viver o momento, valorizando o aqui e o agora.
Mas é claro que nós não levamos vidas individualistas. As condições materiais não conduziriam a história. As pessoas vivem em um meio compacto entre a morte, a vida e aqueles que ainda não nasceram. E o valor desse suposto experimento nos lembraria que o poder da posterioridade permanece sobre nossas vidas.
Dizem que se o hemisfério leste fosse esterilizado, logo haveria uma terrível crise espiritual. Ambos o judaísmo e o cristianismo são religiões centradas em promessas. Elas são baseadas em narrativas que partem do Genesis até a revelação progressiva e a uma culminação gloriosa.
A vida dos crentes tem significado porque eles são parte dessa descoberta gloriosa. Sua fé é coberta de expectativa e esperança. Se eles descobrissem que a morte é o único fim, sentiriam que Deus abandonou, que a vida não tem significado, nem propósito.
O mundo conhecido secularmente também seria destruído. Qualquer coisa que valia a pena fazer constituía o trabalho de gerações – acabar com o racismo, promover a liberdade, construir uma nação. Por exemplo, os fundadores dos EUA sentiram o olhar de seus descendentes sobre eles. Alexander Hamilton sentiu que estava ajudando a criar um grande império. Noah Webster compôs seu dicionário antecipando que, um dia, os EUA teriam 300 milhões de habitantes, mesmo que naquele tempo só tivesse seis milhões.
Essas pessoas se responsabilizaram por seus grandes projetos, porque estavam construindo algo para seus descendentes. Estavam motivados – como líderes, escritores e artistas ambiciosos – por sua fome pela fama eterna.
Sem a posteridade, não há grandes planos. Não há grandes ambições. A política se tornaria insignificante. Mesmo palavras como justiça perderiam o significado, porque tudo seria reduzido a qualidades limitadas do aqui e agora.
Se as pessoas soubessem que sua nação, grupo ou família estivessem condenados a se extinguir, eles não construiriam mais edificações duradouras. Não se esforçariam para começar novas companhias. Não se preocupariam com a preservação do ambiente. Não economizariam, nem investiriam.
Haveria um aumento radical na autonomia individual. Sem sacrifícios pelas crianças de sua própria sociedade, as próprias pessoas seriam crianças, baseando suas vidas no prazer e na tranquilidade dos significados a serem realizados.
Algumas pessoas devem tentar perpetuar sua sociedade ao recrutar pessoas do lado fértil da terra. Mas isso não funcionaria. A imigração é um processo doloroso de deixar para trás uma cultura e uma forma de viver para que seus filhos e netos possam aproveitar um futuro diferente. Ninguém iria querer se responsabilizar pelo processo traumático de se mudar de uma sociedade, que se reproduz, para uma que está desaparecendo. Não haveria as gerações necessárias para assimilar os imigrantes. Uma cultura estéril não poderia ter sucesso e assim não poderia inspirar uma assimilação.
Ao invés disso, haveria uma divisão brutal entre aqueles com o poder de possuir um futuro e aqueles sem. Se milhões de habitantes fossem trazidos, eles habitariam as construções, mas não perpetuariam a cultura. Eles não seriam como os imigrantes de agora, porque não estariam se juntando a um projeto comum, mas sim deslocando o plano de seu lugar original. Não haveria senso de humanidade, nenhuma das afeições intuitivas daqueles que são partes da unidade social orgânica que compartilham do mesmo destino.
Em outras palavras, em semanas, tudo acabaria. A sociedade seria irreconhecível. O cenário é irremediavelmente amargo. Um indivíduo que não tenha filhos ainda contribui totalmente para o futuro da sociedade. Mas quando ela não se reproduz, não há nada com o que contribuir.
Mas, é claro que essa é a beleza dessa estranha questão. Não há manchas solares esterilizantes. Ao invés disso, somos abençoados com o poder disciplinador de nossa posteridade. Apoiamo-nos nessa determinação forte, invisível e desconhecida – esses milhões de pessoas, que ainda não nasceram e que nunca conheceremos, mas que nos dão o dom da nossa forma de viver.
Por DAVID BROOKS Leia mais sobre esterilização
Terça-feira, Julho 28, 2009
A TENTATIVA DE ENQUADRAR A IMPRENSA E DE SILENCIAR OS REPÓRTERES. QUE ELES RESISTAM A UM CERCO INÉDITO EM PERÍODO DEMOCRÁTICO
Lá do Rei! Muito grave a denúncia.
Queridos,
Segue um texto longo, longo mesmo. Mas peço que vocês leiam porque se trata da exposição de um método. Demonstro o modo como o oficialismo está tentando calar a imprensa. Com ele, também presto uma homenagem aos repórteres que honram a sua profissão. * Há um movimento organizado para desacreditar o jornalismo e intimidar os jornalistas, especialmente os repórteres. Não se trata de nenhuma teoria conspiratória, com personagens secretas a se mover nas sombras. Eu nunca lido com isso. Meus “fantasmas” sempre são de carne e osso. O comandante da operação é até bem conhecido. Chama-se Franklin Martins, ministro da Comunicação Social e responsável último tanto pela área de comunicação propriamente dita como pela distribuição da verba publicitária do governo e de estatais. A manifestação mais visível e virulenta dessa ação é o tal blog da Petrobras. Ele é o melhor exemplo do que pode ser descrito como um método.
Blogueiros a serviço do oficialismo se encarregam, depois, de tentar difamar na rede os veículos da grande imprensa. Muitos deles já passaram por jornais, TVs ou revistas importantes e usam esse passado como prova de autoridade. Seus eventuais leitores se esquecem de perguntar por que, afinal de contas, foram banidos da imprensa de primeira linha e terminam seus dias exercendo este triste papel. Mas não quero me deter nisso agora. Volto à questão do método, não sem antes fazer uma advertência.
Chegou a hora de a chamada grande imprensa se dar conta desse movimento de desmoralização e reagir. Até porque é evidente que as chances de o atual grupo que governa continuar no poder não são pequenas. Mais oito anos na mesma toada, e será abolida a saudável vigilância do poder exercida pela imprensa em qualquer país democrático do mundo. Nesta segunda-feira, uma reportagem pôde ser tomada como estudo de caso. Professores de jornalismo, se ainda os há, deveriam levá-lo para a sala de aula — os que não forem de esquerda, claro, se os houver. Adiante.
A Folha publicou ontem uma reportagem de Fernando Barros de Mello, um jovem repórter muito cuidadoso e cioso dos bons procedimentos da profissão. Leiam a íntegra do que foi publicado. É importante ir até o fim. Reparem quantas são as estranhezas nas quais vocês tropeçam. Volto depois.
A Petrobras pagou, de 2003 a junho deste ano, R$ 203,1 milhões a um grupo de empresas de terceirização de mão de obra de Santo André (Grande ABC) que já utilizou laranjas e tem uma dívida milionária cobrada pela União, entre débitos tributários e previdenciários. As empresas possuem o mesmo nome -Protemp-, têm fundadores ou sócios em comum, apresentam o mesmo endereço e estão abrigadas no mesmo site da internet. A própria Petrobras enviou à Folha, em um primeiro momento, os valores como se fossem repassados a uma só empresa. Só depois confirmou que eram três diferentes CNPJs. Dos 27 contratos com a Petrobras desde 2005, 11 foram por dispensa de licitação e 16 pelo sistema de convite, em que a estatal escolhe as empresas que apresentam propostas. Segundo a Petrobras, a Protemp é responsável por funcionários que fazem de análise de dados meteorológicos ou fiscalização de topografia até serviços de limpeza e comunicação. A empresa diz não ter contratos com outros órgãos públicos. Dois CNPJs que receberam verbas da Petrobras estão na Lista de Dívida Ativa da União desde fevereiro de 2009 e não podem obter Certidão Negativa de Débitos, o que impede a contratação. Quem está na lista, diz a Procuradoria Geral da Fazenda Nacional, “não está parcelando, não tem uma decisão judicial favorável (mesmo que liminarmente) e nem efetuou um depósito como forma de garantia, antes de discutir a validade ou não do tributo”. A reportagem apurou que o primeiro débito previdenciário surgiu em 1999. Hoje, a União cobra dívida de R$ 16,99 milhões. A Protemp diz que os contratos foram feitos porque a empresa questiona débitos na Justiça e está parcelando a dívida. A Petrobras afirma que até o último contrato, de outubro de 2008, toda a documentação estava em ordem. O grupo Protemp já prestava serviços à Petrobras antes de 2003, mas em volume menor: R$ 19,9 milhões entre 1995 e 2002, no governo Fernando Henrique Cardoso -crescimento de 920,3% em relação ao período da gestão Lula.
Laranjas As empresas com o nome Protemp pertencem, já pertenceram ou foram fundadas pela empresária Sueli do Espírito Santo, sócia majoritária na Protemp SG Prestação de Serviços, aberta em 1998 em nome de Walter Fabri. À Folha Fabri, que trabalha na empresa até hoje, disse que nunca foi sócio. “Sempre fui funcionário.” O endereço da sede foi alterado de uma sala em Santana do Parnaíba para o centro de Santo André em 2004. Em 2006, foi aberta a filial do Rio, a cem metros da sede Petrobras. Na internet, a Protemp diz ter sido fundada em 1987. Na verdade, essa era a Protemp Serviços Empresariais, outra da lista de devedores e que recebeu verbas da Petrobras. Criada por Sueli do Espírito Santo e Agostinho João Pinheiro (já morto), ela esteve em nome de duas moradoras da periferia de Santo André. Uma delas, Deolinda Malentachi (que também foi sócia de outra Protemp), morreu em novembro de 2007. Ela tinha uma participação majoritária na empresa, de R$ 296 mil. Mas não deixou bens. A documentação mostra que Deolinda deixou o negócio três dias antes de sua morte. Já a Protemp Consultoria em RH está hoje em nome de ao menos uma laranja. Essa empresa, no entanto, não recebeu da Petrobras. A Folha localizou, na periferia de Santo André, a aposentada Maria Aparecida da Costa, que aparece como sócia da Protemp Consultoria, mas diz ter sido colocada em uma confusão depois que ela perdeu seus documentos. “Pediram para eu assinar uns papéis”, afirmou. Maria Aparecida afirmou que, agora, segue orientações de um advogado, que, segundo ela, a procurou há alguns meses. O advogado é Saulo de Lima, de Blumenau (SC). Ex-juiz, foi secretário na gestão do petista Dario Lima e defende o ex-prefeito em outro caso.
Voltei Barros de Mello fez tudo certo. Ouviu as empresas, inclusive a Petrobras, consultou o cadastro de devedores, procurou os laranjas e falou com eles, evidenciou os procedimentos heterodoxos desses empreendedores. Tudo conforme tem de ser. E quem foi que entrou, então, na arena? O Blog da Petrobras — com os seus satélites fazendo o serviço sujo para tentar desqualificar jornal e jornalista. Publica o blog, sem economizar palavras:
Manchete da Folha está errada Na matéria “Devedora da União recebe R$ 203 mi da Petrobras” (27/7, pág. A4), a Folha de São Paulo constrói uma tese, a partir de sua manchete, de que a Petrobras fez contratos com empresas devedoras da União. Na verdade, a Petrobras só tem relação comercial atualmente com a Protemp SG Prestação de Serviços, cujo último contrato foi assinado em outubro de 2008, mediante apresentação de todos os documentos exigidos pela legislação vigente.
Vamos ver… Pra começo de conversa, a Folha de S. Paulo não construiu tese nenhuma. Cadê a tese? Desafio alguém da Petrobras a demonstrá-la. Reportou um fato. A Petrobras pagou mais de R$ 200 milhões a três CNPJs diferentes, todos de empresas com nome Protemp, e duas delas estão na lista de devedores da União. E estão!!! Mas atenção para isto: “Na verdade, a Petrobras só tem relação comercial atualmentecom a Protemp SG Prestação de Serviços, cujo último contrato foi assinado em outubro de 2008, mediante apresentação de todos os documentos exigidos pela legislação vigente.”
Ah, bom!!! Ter relações “atualmente” com apenas uma das três esquisitíssimas Protemps não anula as relações passadas com as outras. Ou anula? Os mais de R$ 200 milhões pagos, está claro, referem-se ao período de 2003 a esta data e dizem respeito a todas as empresas. Mas olhem que isso, na minha opinião, nem é o mais importante, embora estatais e governos não possam fazer negócios com devedores da União. A dívida é apenas um dos aspectos da reportagem da Folha. E os outros?
É razoável fazer negócios com empresas que têm tal histórico? Voltem lá ao subtítulo “laranjas”. Vejam como foram constituídas essas empresas. Olhem que maravilha: “A Folha localizou, na periferia de Santo André, a aposentada Maria Aparecida da Costa, que aparece como sócia da Protemp Consultoria, mas diz ter sido colocada em uma confusão depois que ela perdeu seus documentos. “Pediram para eu assinar uns papéis”, afirmou. Maria Aparecida afirmou que, agora, segue orientações de um advogado, que, segundo ela, a procurou há alguns meses. O advogado é Saulo de Lima, de Blumenau (SC). Ex-juiz, foi secretário na gestão do petista Dario Lima e defende o ex-prefeito em outro caso.”
Alguém precisa de mais explicações?
O método Em que consiste o método de intimidação da reportagem? Em ignorar os problemas para os quais não há resposta e em submeter um aspecto ou outro do texto a torções, respondendo àquilo que não foi escrito. Recuperemos mais duas linhas da reposta da Petrobras: “O último contrato foi assinado em outubro de 2008, mediante apresentação de todos os documentos exigidos pela legislação vigente.” O “último” contrato está de acordo com a legislação vigente? E os outros? Barros de Mello, por acaso, referiu-se, em sua reportagem, ao “último contrato”? Mas a mágica do Blog da Petrobras para esconder débitos com a União vem agora.
A mágica Leiam com atenção este outro trecho da resposta que está no Blog da Petrobras:
A Protemp SG Prestação de Serviços Limitada reiterou hoje, por meio de carta encaminhada à Petrobras, que não tem débito de nenhuma natureza, seja fiscal, previdenciário, com fornecedores ou empregados. Notaram? Esse é o caso da Protemp SG Prestação de Serviços Limitada. Não se está falando das outras duas Protemps — NÃO POR ACASO, AQUELAS APONTADAS NA REPORTAGEM DA FOLHA. Elas vêm agora:
Durante a vigência dos contratos anteriores com as empresas Protemp SG Mão de Obra Temporária Ltda. e Protemp Sertviços Empresariais Ltda. também não existiam débitos junto ao INSS e FGTS e as certidões negativas foram apresentadas. Portanto, a Petrobras não celebra contratos com empresas devedoras da União. Viram? Os débitos “não existiam durante a vigência dos contratos”, o que quer dizer que agora existem — como negar o que está na lista oficial? Então vamos ver se nós entendemos direito a situação. Há três Protemps. As três fazem praticamente a mesma coisa e têm uma mesma dona — depois de alguns “laranjas” terem passado por lá. Como duas das Protemps passaram a ter dívidas com a União (e não foi por falta de grana da Petrobras, né?), então há uma terceira Protemp, esta sem dívida. Entenderam ou preciso desenhar? Se esta vier a ter dívida também, faz-se uma quarta Protemp. Não será por falta de Protemp que essa gente vai ficar sem milhão.
E, assim, a Petrobras conclui, somando dois mais dois e encontrando cinco: “Portanto, a Petrobras não celebra contratos com empresas devedoras da União.” ERRADO! Celebra, sim. Celebrou com uma das Protemps, fazendo de conta que as outras, com as quais já havia trabalhado, não existiam.
Na Folha de hoje, há mais informações sobre a Protemp. Ela conta com 336 funcionários atuando na Petrobras, 183 deles só na área de comunicação. Mas a empresa não tem preconceitos. A exemplo das organizações de R. A. Brandão, é polivalente: atua também na área de limpeza, meteorologia e serviços médicos… Se a R. A. Brandão concorria com as Organizações Capivara, do Seu Creysson, esta deixa as Organizações Tabajara no chinelo.
Ah, sim: quase me esqueço de deixar uma vez mais registrado. Um dos funcionários que a Protemp tem na Petrobras é o ex-chefe do Gabinete Regional da Presidência da República em São Paulo e um dos mais próximos seguranças do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em campanhas políticas. Seu nome é José Carlos Espinoza, um dos aloprados do escândalo do dossiê. Ele está na área de comunicação, e sua função é fazer a interlocução com os movimentos sociais. Mais um pouco, vão contratar Freud Godoy para a área de psicologia.
Concluindo O que a Petrobras fez com o texto de Fernando Barros de Mello, chamando de erro uma apuração impecável e submetendo a linguagem a pequenas malandragens para esconder a verdade nas suas dobras, tornou-se uma constante da área de comunicação do governo. Os tontons-maCUTs da Internet se encarregam do resto.
Essa prática tem de ser denunciada. É nefasta para o jornalismo, especialmente se as próprias redações começarem a duvidar da apuração de seus repórteres. Intimidados, estes tenderão a se limitar ao despacho burocrático para que seus respectivos nomes não passem a freqüentar o lixão da Internet.
Que os repórteres resistam; que não cedam à tropa de choque do oficialismo e aos prestadores de serviço a soldo. A reportagem de Fernando Barros de Mello segue intacta, e o Blog da Petrobras, em vez de contestá-la, endossou-a de forma vexaminosa para ela e virtuosa para ele.
A Revolucionária Dilma Roussef e sua Bolsa Hermès de 14 mil Euros
frodo Balseiro
![[Dilma+e+sua+bolsa+Kelly.jpg]](http://2.bp.blogspot.com/_9I6nqYuWqmA/SmkOm6EXAKI/AAAAAAAAJVM/W-IhM7pOIi4/s1600/Dilma%2Be%2Bsua%2Bbolsa%2BKelly.jpg)
A jornalista Anna Ramalho escreveu: na sua coluna no Jornal do Brasil “A ministra Dilma Rousseff, em foto publicada n’ O Globo, deve ter se esquecido de esconder a bolsa – tamanha foi a bronca no assessor do Geddel. Trata-se de uma Kelly, grife Hermès, criada em homenagem à princesa Grace, e objeto de consumo das milionárias mundo afora. Detalhe: a bolsa não custa menos de 4.700 euros – cerca de R$ 14 mil. Portanto… Quem ainda teme a revolucionária dos anos 70 pode ficar tranquilo. Não se usa uma Kelly impunemente.”
Será isso, imagina Frodo Balseiro, um novo "pograma social" do governo do PT, o "Bolsa Hermès"?
Bobagem gente, mas para não perder o costume...
Raaaaaaaaaaxáaaaaaaaaaaaa!
Sexta-feira, Julho 24, 2009
Sarney, o homem incomum
NOTA OFICIAL HONDURAS - PELA LEGALIDADE
UM GLUTÃO DEFENDE HEROICAMENTE O PEDAÇO QUE TEM NA BOCA. N. Bonaparte
NOTA OFICIAL
HONDURAS - PELA LEGALIDADE
O Partido Federalista, na defesa inarredável do Estado de Direito, das Liberdades e da Democracia, tendo em vista os acontecimentos em Honduras e seus reflexos nos demais países da América Ibérica, incluindo o Brasil, vem de público, se manifestar, com vistas a esclarecer o tema e se posicionar:
1. Esclarecemos que todo o processo de deposição da Presidência da Republica daquele país, transcorreu dentro da plena legalidade constitucional, com 123 votos a favor dos 128 do Congresso, em obediência aos artigos 4º, 239º e 374º da Constituição. O Sr. Zelaya foi deposto e expulso de Honduras como traidor, pois queria impor um plebiscito para prorrogação do seu próprio mandato. O governo interino é civil, não houve golpe e sim, evitou-se um golpe.
2. Protestamos veementemente contra a linha adotada pela diplomacia brasileira que condena o ato legitimo promovido pelas autoridades do Poder Judiciário e Legislativo daquele país, pois se trata de interferência indevida de uma nação em assuntos internos de outra. Porque o Governo Brasileiro não se manifesta contra Hugo Chávez que tiraniza seu próprio Povo e viola os princípios da democracia e liberdade, incitando até mesmo uma guerra civil? Porque não se manifesta contra os ditadores cubanos e agora, equatorianos? Porque não se manifesta contra tantas iniqüidades existentes em outras países como o Irã?
3. O protesto que fazemos nesse sentido busca chamar a atenção da Sociedade Brasileira para que obtenha, por outros meios possíveis, informações sobre Honduras e sua situação real, tomando conhecimento, por exemplo, da defesa pela legalidade que o Povo daquele país faz, saindo às ruas em apoio ao governo interino.
4. Conclamamos para que o Povo Brasileiro dê total apoio ao Povo de Honduras, na defesa da Constituição, que esteve sob risco de ser violada pelo presidente deposto, concedendo força moral para que aquela brava nação resista ao assédio do Sr. Zelaya, com apoio direto de Chávez e de mandatários da América Ibérica e até, infelizmente, da América do Norte – a bravura deste Povo é uma inspiração para todos os povos que desejam manter sua liberdade: http://www.youtube.com/watch?
5. Preocupamo-nos com o fato de tais mandatários, incluindo o mandatário brasileiro, de defenderem a ilegalidade que seria cometida pelo presidente deposto, provado que está até mesmo fraudes descobertas por organismos não alinhados com a farsa que se montou para colocar Honduras no rumo do atraso proposto por Chávez e demais mandatários.
6. Causa-nos enorme decepção também com muitos jornalistas brasileiros e europeus, que não tomaram conhecimento efetivo do que se passou em Honduras, assumindo posição favorável ao retorno daquele que se propôs a ser mais um tirano latino-americano, chegando ao cúmulo de descumprir seu próprio decálogo, o verdadeiro papel da Imprensa, que é da busca incessante da Verdade e sua respectiva divulgação ao público. Como dissemos, nossa decepção se amplia mais ainda, quando observamos membros da Imprensa e da Grande Mídia, esconderem o que se passa do lado da população hondurenha, que luta contra o retorno do proto-tiranete. Isso não é jornalismo, é propaganda ideológica da pior espécie, pois esconder a verdade é seguir os caminhos previstos por George Orwell, sem saber que estão depondo contra sua própria liberdade.
7. Não ficaremos omissos diante da tentativa de se criar precedentes estrangeiros para justificar atos parecidos no Brasil, especialmente com a provocada banalização da moral e da ética, nos escândalos diários do Congresso, como aparente medida para desqualificá-lo de vez. A Liberdade exige eterna vigilância.
Brasília, DF, 22 de julho de 2009.
Partido Federalista
Thomas Korontai
Presidente
Quarta-feira, Julho 22, 2009
Discursos da UNE: vagabundagem pura em todos os lugares
"Mais do que um órgão de representação dos estudantes universitários, a União Nacional dos Estudantes (UNE) é uma das principais organizações da sociedade civil brasileira, com uma bela história de lutas e conquistas ao lado do povo brasileiro. A UNE foi fundada em 1937 e ao longo de seus mais de 70 anos, marcou presença nos principais acontecimentos políticos, sociais e culturais do Brasil. Desde a luta pelo fim da ditadura do Estado Novo, atravessando a luta do desenvolvimento nacional, a exemplo da campanha do Petróleo, os anos de chumbo do regime militar, as Diretas Já e o impeachment do presidente Collor. Da mesma forma, foi um dos principais focos de resistência às privatizações e ao neoliberalismo que marcou a Era FHC".
-- sítio da UNE www.une.org.br
-- A comunidade da UNE no orkut foi criada para abrigar as discussões dos estudantes brasileiros. A moderação é puramente para evitar a entrada daqueles que desvirtuam as possibilidades de diálogo neste espaço.
Vamos aos comentários:
"Nuncantezneffepaiz" a vadiagem perdulária, paga com o dinheiro da PETROROUBO reproduziu-se tão ativamente no seio estudantil, ho ho ho!
- Da luta pelo fim daditadura( ditabranda) do estado novo, ha ha ha (desbragado)...
- Luta do desenvolvimento nacional... ha ha ha (mais desbragado ainda). O que seria isso em minúsculo? Seria por isso que seus representantes, caducam nas academias? Não podemos fugir aos fatos. A ex-presidente era uma veterana que não consegue o diploma e o atual, um veteraníssimo, oriundo de três... falei três? Sim, três Faculdades particulares e também não consegue terminar nenhuma. Temos que dar risadas desbragadas. Temos sim;
- Diretas já? Impeachment do Collor? Aquilo lá? Caras pintadas que hoje sabemos uma fraude, um golpe facultado pelos ptralhas e jornalístas vermelhos;
- "um dos principais focos de resistência às privatizações e ao (sic) neoliberalismo de marcou a era FHC"?
(raaaaaaaxa, porque rir desbragadamente desse extenso e formidável curriculum é quase uma anomalia necessária).
Meeeeeeeel Deeeeeeeeels do ceeeeeeeeel!
Nenhum estudante universitário decente deste país, merece tamanha consideração!
Sem falar na fórmula vagabunda de panfletear as máximas da petralhice: NEOLIBERALISMO, hauaihauihauihauiohau
iuuuuuuuuuu!
Quarta-feira, Julho 15, 2009
QUEM MANDA NO BRASIL. SARNEY OU DD? ESCOLHA AÍ A SUA DINASTIA PREFERIDA.
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